Entrevista com Natália Smirnova

Hey cupcakes! Hoje é dia de Pâm fazer o café, então vamos conhecer oferecendo uma xícara à Natália Smirnova, uma autora russa que vive no Brasil e que já tem algumas publicações... Que tal conhecer a fofa?

  • Quem é Natalia Smirnova para a vida?

Natália: Sonhadora e contadora de histórias. Sou aquela pessoa que consegue ver a beleza onde muitos não enxergam.

  • Quando você decidiu que gostaria de ser escritora?

Natália: Jamais imaginei que seria escritora. A verdade é que tenho uma conexão estranha com a música. Consigo ver personagens e histórias quando ouço música boa e foi assim que nasceu o primeiro personagem. Comecei a escrever porque tinha aquelas palavras na minha cabeça e elas não me deixavam em paz, ficavam “rodando” na minha mente sem parar. Quando comecei a escrever eu simplesmente não consegui mais parar, amo contar histórias e descobrir coisas secretas sobre meus personagens.

  • Qual sua maior fonte de inspiração?

Natália: Música, cinema e personalidades. Muitas vezes um artista que não tem nada a ver com o mundo da literatura me inspira. Eu realmente não sei como minha cabeça funciona...rsrsrs.

  • Você tem um ritual para escrever? Já passou por bloqueios literários?

Natália: Não tenho ritual, eu só preciso de silêncio, tempo e café. Confesso que não sei o que é ter um bloqueio criativo. O que tenho são ideias surgindo no meio de outras ideias e isso acaba abalando o foco.

  • Na degustação de O Saotur, podemos ver cenas descritas com um detalhe absurdo de bom. Você se considera uma pessoa observadora? Muitas dessas observações partiram da sua própria experiência de observar ou você se deixou levar pelas palavras ou pelas duas? Rs

Natália: Ah, obrigada. Sim, sou muito observadora, principalmente quando conheço alguém. Eu nunca causo uma primeira impressão “correta”. Nunca me revelo como sou logo de cara, pois tenho que observar quem está do meu lado antes de decidir como devo agir perto dela ou se quero continuar no círculo de amizades desse indivíduo. Algumas observações encontradas em O Saotur partiram da minha própria experiência sim, mas em boa parte eu deixei que o personagem observasse e me contasse tudo.

  • Se a pessoa nunca leu nada seu, qual seria o livro que você indicaria para a primeira leitura?

Natália: Para o momento eu indico O Saotur, mas caso queira ler algo bem curtinho (uma leitura de dez minutinhos apenas) eu posso indicar um pequeno conto chamado O Psicopata e a Mancha. Não é terror. É um leve suspense e possivelmente o leitor vai considerá-lo uma comédia no final.

  • Você tem planos ou usa suas experiências fora do Brasil para construir uma história que se passa na Rússia?

Natália: Nunca escrevi nada que se passa na Rússia, talvez um dia eu o faça. Geralmente eu tenho uma ideia, uma breve sequência de acontecimentos que levam até essa ideia e só. Começo a escrever e deixo os personagens fazendo as próprias histórias. Eu apenas conduzo cada um para o lado que me interessa.

  • Qual o maior obstáculo que você teve de passar durante a escrita? O que é mais difícil – a publicação ou a escrita em si?

Natália: Por não dominar tão bem o idioma (português é tão difícil quanto o russo), eu diria que a ortografia é um grande obstáculo. O pior é que minha mente não tem o menor interesse em saber sobre a “ciência por trás da ortografia” e por isso, não importa o quanto eu estude, certas regras simplesmente não ficam na minha cabeça. Com certeza é uma das maiores dificuldades.

  • Se pudesse ter a oportunidade de viver em um universo literário, onde viveria e por que?

Natália: Eu viveria no mundo de Kvothe das Crônicas do Matador do Rei. Sou fascinada por essa história, pelos personagens e pelo Kvothe é claro. Especialmente em O Temor do Sábio, porque não sou muito fã de personagens ou histórias muito inocentes e esse segundo livro tem uma pegada bem legal para o meu gosto. Sem contar os lugares incríveis pelos quais Kvothe passa.


Bate Volta: Uma palavra para uma pergunta


Um sonho? — Tranquilidade.

Livros? — Escapismo.

Uma viagem? — Interestelar.

Alguém que você gostaria de ter conhecido? — Tuomas Holopainen.

Algo que você leva pra vida? — Café ...rsrsrs


A autora

Nascida na União Soviética, Natalia (ou Natasha) é a filha mais velha de um grande artista de circo russo e uma bela bailarina do balé Bolshoi. Teve sua estreia como artista circense aos cinco anos de idade e passou a fazer parte do mundo de shows itinerantes dos pais. Quando tinha oito anos, sua família recebeu uma proposta para fazer shows na américa latina (em Lima – Peru). Depois de uma breve estadia em Peru, viajou com o circo por Chile, Uruguai, Paraguai e trabalhou durante dois anos em Argentina (Buenos Aires). Ao receber uma nova proposta de um grande circo brasileiro, a família toda mudou-se para o Brasil, onde ficaram definitivamente.


Natalia aprendeu a escrever em português depois dos onze anos de idade e viveu fazendo shows até os vinte e quatro. Desde que sua carreira como artista acabou ela já foi balconista, modelo, vendedora, assistente, designer e até auxiliar de professor (em artes cênicas). Hoje é casada com um brasileiro e vive em Sorocaba, tendo “O Saotur” como sua estreia no mundo literário.


Outras Obras

E aí? Gostaram de conhecer essa linda? Já marquei O Saotur na listinha aqui!

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