Write like a girl!


E hoje é o dia delas! O nosso dia! O Dia da Mulher! \o/\o/\o/


Você já deve ter visto por aí a campanha "Fight like a girl", não? O Fight like a girl é um projeto da Carolina Porfirio (ou Kaol Porfirio) que homenageia mulheres fortes através de ilustrações. Sâo personagens de filmes, de games, de livros, mulheres que fizeram parte da história, todas inspiradoras e que de alguma maneira lutam bem (não necessariamente de maneira literal). E então ela coroou a campanha usando uma frase extremamente machista (luta como uma garota) de uma maneira tão feminista, que dá até orgulho de usar! <3


Inspirados nela, decidimos criar o nosso selo: o Write like a girl! Um selo do Café de Autores, para homenagear as grandes autoras e quebrar alguns paradigmas da sociedade literária...


Há alguns anos me lembro de ter lido uma matéria de um colunista do R7 (se quiser ler, clique aqui.) onde ele dizia que não lia livros escritos por mulheres (mas antes de sair atirando pedras, vá ler a matéria do moço!!), e discorria o texto dizendo que não conseguia entender o porquê. A mim pareceu que ele realmente não entendia o porquê, mas que talvez houvesse uma barreira que nem ele havia percebido: os "livros de mulherzinha". Não acho que isso seja uma regra, e nem acho que seja um grande problema hoje em dia. Os leitores andam cada vez menos preconceituosos, mas que o preconceito ainda existe... bem, ele ainda existe. De uma certa maneira, há ainda uma classificação (mesmo que inconsciente) de que mulheres escrevem para mulheres. Ok, mulheres são a maioria do público, mas não é por isso que um livro escrito por uma autora mulher não será interessante para um homem, não é mesmo? Se uma mulher escreve um romance lindo e super bem aceito, ele automaticamente vira literatura feminina (livro de mulherzinha). Se um homem escreve o mesmo livro, ele é apenas um romance genial. Sentiu a diferença? Um romance genial pode ser lido por outro homem ou mesmo uma mulher que não seja exatamente fã de romance, já um livro de mulherzinha... Ai, muito meloso! Ninguém faz isso de caso pensado (pelo menos eu espero que não), e esse texto nem é um desses "alertas contra o mundo machista dos autores", nada disso! É só uma epifania que me bateu... Eu mesma penso assim às vezes, e acho que vou começar a repensar algumas coisas...


Então, para desmistificar isso, decidimos mostrar que escrever como uma garota é um elogio enorme! ;)


1 - "Mulher só escreve romance!"

Nossa amiga aqui, a Agatha Christie, vai praticamente dar um tapa na sua cara com todos os seus livros de suspense e crimes (O Caso dos Dez Negrinhos, e O Assassinato no Expresso do Oriente são obras dela). Nascida na Inglaterra, em 1890, virginiana (dá pra entender porque não haviam pontas soltas em seus romances policiais...), essa moça escreveu 72 livros, recebeu o título de "Dama" (o equivalente à "Sir"), e segundo o Guiness Book é a autora mais bem sucedida da história da literatura popular (em número de livros vendidos). Chupa essa manga. #writelikeagirl


2 - "Não tem aventura!"

Diga isso na cara de J. K. Rowling, quero só ver... Se você não passou a sua adolescência lendo Harry Potter e todas as aventuras que ele passou, então você está com uma lacuna na sua vida, que deve ser preenchida. Também inglesa, a nossa diva literária (minha, pelo menos), passou de uma situação financeira bem complicada à riqueza multi-milionária em apenas 5 anos. Rowling teve a ideia de escrever uma história enquanto estava num trem em 1990, e em 1997 finalizou o primeiro livro da série Harry Potter. Preciso dizer que foi sucesso? #writelikeagirl


3 - "Mas eu gosto mesmo é de ficção científica!"

Ok... Conhece o Frankenstein? Pois bem. também foi escrito por uma mulher! Mary Shelley teve uma vida bem complicada desde o seu nascimento (em Agosto de 1797). Perdeu a mãe, perdeu filhos, perdeu o marido... Mas foi tão genial que criou a primeira obra literária de ficção científica. Isso mesmo, Frankenstein é considerado a primeira obra a ser classificada assim! Imagina esse cenário: 1818, a mulher de férias com o marido, sentada na beira de um lago, e de repente PUF! Frankenstein surge em sua mente! É pioneirismo demais pra mim! #writelikeagirl



4 - "Certeza que não tem sobre vampiros... e Crepúsculo não conta!"

Pois bem, lembra do vampiro Lestat? Aquele que foi incrivelmente interpretado pelo Tom Cruise nos cinemas? Adivinha? Isso mesmo! A Anne Rice arrebentou as expectativas dos amantes de vampiros ao escrever Entrevista com o Vampiro, trazendo um cenário novo para o mundo vampiresco. A americana nascida em 1941 dedicou-se a escrever inúmeros livros sobre vampiros, bruxas e outros seres fantásticos, até quem em 2005 decidiu que não escreveria mais sobre esses temas e se dedicaria à outros gêneros.... Uma pena! Mas ainda assim: #writelikeagirl


5 - "Não citou nenhuma brasileira, aposto que nem tem..."

E que tal Lygia Faguntes Telles? A paulista de 93 anos além de ser amiga da Hilda Hist (uma poetisa sensacional), acumula prêmios, é membro da Academia Brasileira de Letras, e ainda foi indicada ao prêmio Nobel de Literatura no ano passado (2016). Tá bom para você ou quer mais? Escreveu romances, livros de contos, participou de antologias e coletâneas, e tem livros traduzidos até para o polaco! #writelikeagirl


Claro, poderia citar um milhão de outras autoras (Jane Austen, Clarice Lispector, Nora Roberts, Virginia Woolf, Licia Troisi, Marion Zimmer...) essas são apenas algumas das grandes autoras que existem e que mostram que escrever como uma garota é incrível! E você? Conhece alguma autora atual que merece o selo #writelikeagirl? Marca ela nos comentários pra gente saber!










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