Entrevista com Filipe Salomão


Bom dia gente!!

Aqui é a Vitória, do Corujas de Biblioteca, e vim aqui com vocês para apresentar um novo autor aqui do Café! Filipe Salomão é incrivelmente simpático e parece muito talentoso. Conversei um pouco com ele para fazer a entrevista e de cara podemos perceber o quanto ele leva a sério a escrita e é apaixonado pelo que faz. O livro “Sorte Ou Azar?”, será lançado pela Chiado em Novembro, então fiquem de olho porque esse lançamento promete! Vou deixar a palavra com o autor, confiram a entrevista e não se esqueçam de curtir a página do livro no facebook.


1 - Fala um pouco de você, de onde você é? O que gosta de fazer?

Nasci e cresci em São Paulo, sou o caçula da família, tenho um irmão e uma irmã mais velhos. Acho que sou meio movido à música, escuto música 24 horas por dia se puder. Já toquei bateria em uma banda de rock, tocava em alguns bares, mas a bateria virou apenas hobby. Como profissão virei analista de sistema, atualmente estou trabalhando nessa área. Em relação aos livros, eu leio sempre, desde Turma da Mônica a Harry Potter, de o Iluminado ao Clube da luta.

Músicas, filmes, livros, acho que são meus hobbies eternos.


2 - Você pode falar um pouco sobre o seu livro? Apresenta ele para gente.

É a história do Pedro, um garoto que nasceu na família errada, no momento errado e com as influências erradas. Durante a narrativa de sua infância e juventude vivenciaremos com ele experiências como a morte prematura do pai, drogas, sexo, uma amizade um tanto quanto questionável com uma prostituta e um amigo com, digamos, mais sorte do que ele. Todas essas experiências mostrarão que sorte ou azar são apenas questão de ponto de vista


3 - Mas de onde veio a ideia do Pedro, tem a ver com a sua vida?

Não, não sobre minha vida, nem sobre o que vivi. Acho que tem a ver com tudo aquilo que eu não gostaria que acontecesse a alguém. Comecei a escrever o que queria que fosse a pior vida que alguém poderia ter... Mas ai no decorrer da escrita notei que meu personagem, Pedro, merecia aquelas coisas que aconteciam a ele. Pois ele não era uma pessoa que possamos dizer ser boa, não era uma pessoa má também. Então uma coisa levou a outra, e a história tomou o próprio rumo dela.


4 - Você escreve ouvindo música? Tem algum ritual?

Música é essencial, às vezes perco mais tempo escolhendo o que vou escutar do que para escrever. Cheguei a notar já que o estilo da música muda o tom da minha escrita, o que acho muito legal, pois a torna natural, ela se leva sozinha.

As vezes gosto de escrever levemente alterado, para isso, tomo uma ou duas latinhas de cerveja, mas isso não é o mais habitual. Apenas um lubrificante criativo.


5 - E a sua vontade de escrever começou com essa história? Ou sempre foi algo importante?

Sempre gostei de ler, desde muito pequeno mesmo. Então comecei a escrever pequenos historinhas de mistério e terror, que sempre gostei, as vezes até umas poesias. Quando fiquei um pouco mais velho tive uma banda de rock, tocava bateria e escrevia as letras para a banda. Outra fase. Aí uns 4 anos atrás voltei a escrever. Tentei escrever crônicas e contos de bruxas. E em paralelo fui escrevendo essa história. Atualmente, escrever é mais do que um prazer para mim, é uma necessidade.


6 - A capa de "Sorte ou Azar?" Parece super fofa, mas só depois que me contou percebi que o coelho usa sua própria pata como amuleto! Qual a mensagem por detrás da capa? O que queria passar com ela?

Tentei passar uma prévia do que o livro ir trazer, uma mensagem de dois lados, dois pontos de visão, até mesmo quando apenas a tragédia é evidente. O coelho tem um amuleto, mas não tem uma pata, sorte ou azar? Uma ironia mais amarga.


7 - Você falou da ironia da vida no seu livro, é difícil para você passar essa ironia nos textos? Ou é algo que seja parte do seu estilo de escrita?

Não diria que é fácil, mas não é difícil. Acho que sempre leio muitas coisas que considero transgressoras e irônicas. Aí meio que quando começo a escrever já tenho a ideia do sarcasmo estampada na escrita.


8 - Como foi a participação da sua família/amigos no processo de escrita do livro? Eles apoiaram? Você contou com eles nesse processo?

Ajudaram, mais do que eles imaginam, em diversos pontos. Pessoas que nem imaginam que ajudaram, estão presentes em algumas linhas. Por exemplo, no meio da história estava com um bloqueio criativo, não sabia para qual rumo o livro iria. Não sabia qual era o norte e estava com medo de estar andando em círculos. Pedi para que alguns amigos lessem o começo até mais ou menos metade do que eu havia escrito e me desses as suas opiniões. Essas opiniões me ajudaram, as criticas, os elogios, tudo ajudou. No fim da história, na volta de um personagem, talvez, na morte de algum personagem... sem spoiler...


9 - Pergunta difícil: Qual o seu livro favorito e porque?

Muito difícil! Acho que para responder, apenas me dando ao direito de colocar não um, mas três favoritos.

Harry Potter, simplesmente por ter me dado todo um universo para que eu possa viver e fugir do mundo dos trouxas.

Clube da Luta, me mostrou que eu poderia ser transgressor com palavras e as pessoas iriam gostar disso.

Trainspotting, mostrou que inventar tragédias pode ser divertido.


10 - Tem algum livro que você se identificou muito e gostaria de ter escrito?

A vida sexual das irmãs siamesas, do Irvine Welsh, ele consegue pegar pesado, literalmente, do começo ao fim da história com o seu leitor. Ele faz o leitor não ter raiva de uma pessoa má, pelo contrário, o leitor acaba querendo ajudar o seu protagonista, por mais que ele não mereça.


11 - Quais autores te influenciaram? E quais livros?

Chuck Palanniuk – Todos os seus livros – Clube da Luta, Condenada, Assombro.

Irvine Welsh – Trainspotting.

J. K. Rowling – Harry Potter.

Stephen Kink – Sobre a Escrita, O iluminado, o Cemitério maldito.


Por hoje é só isso gente! Espero que tenham gostado de conhecer o Filipe e fiquem de olho aqui no Café que espero trazer logo a resenha desse livro incrível para vocês!

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