O que é a Síndrome de Estocolmo?

Hey cupcakes! Eu sou a Pâm do Interrupted Dreamer, e hoje venho falar de um tema que é muito (ou pouco?) abordado em romances. O que me fez pensar - até que ponto isso é saudável? Mas, se você assim como eu, não sabia de onde vem esse termo, vem cá que agora que eu descobri eu vou te contar.


Who's that shadow holding me hostage? I've been here for days Who's this whisper telling me that I'm never gonna get away?

Certamente, você já ouviu esse termo, certo? Mas sabe de onde ele vem?


Síndrome de Estocolmo tem esse nome devido a um acontecimento em 1973 em Estocolmo, na Suécia, quando dois assaltantes invadiram um banco (Sveriges Kreditbank of Stockholm) e após a chegada da polícia e muitos tiros, a dupla fez reféns por seis dias. Quatro pessoas ficaram reféns desses homens por SEIS dias. Ok. E depois disso, Pâm? A polícia fez uma estratégia para retirar os reféns de lá, para os libertarem e tcham tcham tcham.... Eles NÃO queriam ajuda. Isso mesmo que você leu! E mais: eles usaram o próprio corpo como ESCUDO para proteger os filhos da mãe que estavam mantendo eles ali e responsabilizaram os policiais pelo ocorrido. É mole? Um deles, depois do ocorrido, ainda criou um fundo monetário para ajudar os raptores, para as despesas judiciais das consequências dos seus atos.

Ok, Pâm, e o que é isso? Esse estado de afeto pelo raptor ou por aquele que te oprime, de alguma forma, foi chamado de "Síndrome de Estocolmo" e é mais comum do que parece. Não é somente entre reféns e seus opressores, acontecem com escravos, sobreviventes da guerra, pessoas que ficam em cárcere privado, relacionamentos amorosos abusivos e até de trabalho, com assédio moral e tudo o mais. Abuso de poder, ameaça de morte (SIM, abusivo a esse ponto) ou demais danos físicos e/ou psicológicos e alto grau de intimidação por um tempo, devido ao alto nível de estresse, podem desencadear essa síndrome na pessoa. Aceitando a sua situação e obedecendo ao opressor, ele garante um pouco de si, agradando-o. Certo? Não, mas é o que a pessoa acaba pensando, que o outro tem um pouco de afeto por algum tipo de tratamento não-violento.

Como exemplo, tem a autora de 3.096 Dias (Verus Editora):

Natascha Kampusch, essa moça austríaca aqui em cima, que viveu em cativeiro por oito anos, escreveu em seu livro: “Eu ainda era apenas uma criança, e precisava do consolo do toque (humano). Então, após alguns meses presa, eu pedi a meu sequestrador que me abraçasse”.

Used to sing about being free

But now, he's changed his mind

Pensa que isso acabou? Mesmo quando a pessoa é solta, em muitos casos, a vítima continua com aquele sentimento sobre o seu opressor. Isso, visto de fora é muito triste, mas visto da situação da pessoa, que chega a um nível extremo de falta de contato humano, a carência e o SER humano falam mais alto. Como podemos ENTENDER de fato, não é?


Eu só me preocupo com esse assunto, depois de entender um pouquinho, do tratamento que é dado na literatura. Seria um alerta, não? Vou mostrar então, algumas obras que tratam do assunto.



Harley Quinn - quadrinho Batman: Harley Quinn.

Um pouco clichê falar no atual cenário? Mas esse é um exemplo, não total, deixo registrado, para a Síndrome de Estocolmo. A Arlequina tem um "afeto" pelo Coringa, um relacionamento extremamente abusivo, e que ela faz de tudo para agradar ele. O que não casa totalmente na história da Dra. Harley, é a Síndrome de Borderline, porque ela tem sim um quadro forte de instabilidade emocional.





Ligações Obscuras

Bem, pelos poucos capítulos que li, esse é um caso SIM de Síndrome de Estocolmo presente, só não sei até que ponto chega. Tenho que terminar de ler para falar, né? Além de tudo, ele se passa no Brasil e é de autoria nacional, então acredito que o restante possa tratar dessa parte também.






A Bela e a Fera


Não propriamente a história da Disney, que é muito mais bonita e singela e atenuada, claro, mas a história original. Parece um assunto muito forte e um filme antigo? Pois é! Se fosse outro título, "tão velho quanto o tempo" parece um bom subtítulo. Eu amo essa história, mas confesso que nunca vi fora a versão da Disney, que é uma das (senão A) minhas histórias favoritas da Disney.






Outras Obras:


















Lembrando que podem ser livros fortes, que tratam de cenas fortes


E vocês? Conhecem algum? Já conheciam essa síndrome? Acha importante tratar desse assunto? Já teve algo assim? Conta pra mim!


Fontes: Brasil Escola

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