Fomos ao 19º Festival do Japão em São Paulo!

Olá, pessoas!


Espero que todos estejam muitoooo bem e acompanhando os posts super TOPs do Café de Autores!


Estou passando por aqui para lhes contar como foi a minha experiência no 19º Festival do Japão, que aconteceu no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (também conhecido como “onde acontece a Comic Com Experience”), nos dias 08 a 10 de julho.

Este ano, o tema foi “Cultura e Esporte – Uma Vida Saudável” (por causa das olimpíadas) e o objetivo principal do evento estava em preservar e divulgar a cultura japonesa, além de manter as tradições para as novas gerações, representando as 47 províncias que compõem o país oriental. Algo que devo lhes dizer que foi extremamente legal, pois, como visitante e curiosa de carteirinha, pude conferir produtos únicos, assistir a apresentações incríveis, experimentar pratos exóticos (ao menos para mim hehehe...) e aprender muito mais sobre a história e os costumes japoneses!


Desta vez, o Festival do Japão reuniu um público de cerca de 150 mil pessoas que aproveitaram as atividades gratuitas para as crianças, jovens, adultos e idosos. Aliás, preciso informar que a organização do evento apenas facilitou a chegada do pessoal, pois mesmo os desavisados se interessavam devido à condução gratuita do metrô Jabaquara até o pavilhão principal e pelas entradas num precinho camarada até (R$23).



Lá, não são apenas os gaijins (estrangeiros em japonês) que se impressionam com a grandiosidade do festival, mas os próprios nipo-brasileiros parecem ficar deslumbrados com a estrutura e com a quantidade de pessoas interessadas em aprender sua tradição. No evento é possível ver as pessoas realmente celebrando a cultura japonesa!


Bom... Não é a toa que a amizade entre o Brasil e a terra do sol nascente já dura há 121 anos!

Assim que você entra no evento, já consegue se divertir ao se deparar com um enorme painel com a imagem do Monte Fuji, prontinho para você tirar a sua foto e fingir que esteve no verdadeiro cenário.


Também é possível se surpreender com os maravilhosos jardins japoneses e com as estruturas lindas que colocaram bem na entrada, apenas para recepcionar os participantes e lhes dar as devidas boas vindas ao mundo da tradição milenar japonesa.

É tanta coisa acontecendo e sendo apresentada, que eu confesso que cheguei a ficar perdidinha, sem saber por onde começar. Então, para facilitar as coisas, eu e o Gustavo Valente decidimos começar “pelo começo” e nos deixamos levar pela arte do origami, sem pressa e nem receio.


Depois, resolvemos relaxar os pés cansados da viagem até ali e os deixamos ficarem submersos em uma piscina com água aquecida à 37ºC e constantemente tratada e limpa. Sendo que toda a tradição de tirar os sapatos antes de entrar na estrutura e se posicionar de forma educada na beirada, precisaram ser devidamente cumpridas, já que monitores não paravam de orientar os desavisados do que deveriam fazer e não fazer.


Admito que já fiquei bem empolgada apenas com esse começo! Até sou familiarizada com a arte do origami (gosto de dobraduras e vivo aprendendo a fazer formas diferentes), mas nunca tinha participado de um “banho” coletivo e já comecei a sentir um gostinho de como é ser um japonês. (a mais empolgada! hahahahahaha...)


Logo em seguida, nós resolvemos participar da famosa e ancestral Cerimônia do Chá. E gente! Sério! Que ritual bonito! Amei assistir e participar. Foi uma experiência única!

Inicialmente fomos convidados a entrar e, mais uma vez, retirar nossos sapatos antes de pisar sobre o carpete. Sentamo-nos quietos e “educados”, prontos para assistir atentamente aos passos da cerimonialista. E à medida que cada movimento dela era feito meticulosa e ordenadamente, íamos recebendo doces típicos para comer antes de provar o chá preparado. Era tanto respeito, que acabei me sentindo honrada em poder participar de algo assim.

E a aventura não parou por aí!

  • Passamos por diversas barracas vendendo desde bugigangas loucas até produtos de limpeza, alimentícios, de vestuário e para otakus.

  • Vimos exposições de arranjos florais únicos, uma arte conhecida como Ikebana;

  • Amarramos nossos desejos em galhos de bambu para o Festival das Estrelas, o Tanabata Matsuri;

  • Assistimos a apresentações musicais (Amei o Taikô, uma apresentação de Tambores Japoneses que é incrível!), de dança e de artes marciais;

  • Achamos incríveis as áreas voltadas para atividades com escoteiros, para as crianças e, principalmente, para os idosos;

  • Acompanhamos o pessoal na prática de esportes, em homenagem às olimpíadas no Brasil;

  • Participamos de workshops inusitados, como, por exemplo: o oshibana (um tipo de colagem com flores prensadas), a escrever o próprio nome em kanji e a como preparar alguns pratos típicos;

  • Fotografamos alguns cosplayers e torcemos no Concurso Cosplay;

  • Entramos nos novos modelos de carro das concessionárias japonesas;

  • Conferimos um curioso concurso de beleza chamado Miss Nikkey, no qual apenas descendentes podem competir;

  • Tiramos fotos aos montes nos cenários e com os modelos de quimono;

  • Aprendemos e treinamos várias artes do origami, da découpage japonais (espécie de colagem japonesa) e do kirigami (arte japonesa de recortar papel);

  • Jogamos videogames até enjoar;

  • Testamos nossas habilidades no uso dos hashis (os palitinhos que substituem os talheres);

  • Esbaldamo-nos nas frutas e hortaliças à venda;

  • Surtamos ao comprar Mupy aos montes (suco de vários sabores à base de extrato de soja que é uma delícia!);

  • Compramos muitos mangás e HQ’s e descobrimos obras da literatura oriental;

  • Maravilhamo-nos com a tecnologia japonesa (vimos a foca robô!! Coisinha mais fofaaaaaa!) e, é claro, comemos e bebemos até passar mal!

Aliás, eu poderia ficar o dia inteiro naquela praça de alimentação, apenas me enchendo com a comida típica de cada região. Ir ao Festival do Japão é estar preparado para provar os pratos japoneses que não são tão comuns nos restaurantes da capital. Se não fizer isso, você realmente não aproveitou direito a festa!


Inclusive, nós, os visitantes, pudemos experimentar culinárias orientais deliciosas como:

Okonomiyaki (um tipo de panqueca frita muito saborosa!), Takoyaki (bolinho de polvo, o meu predileto!), Karashi renkon (raíz de lótus temporada com mostarda japonesa), Fronzen drinks de várias cores, Mitarashi dango (doce tradicional servido em um espeto com bolinhas de arroz), Yaki nishin (arenque grelhado com gohan e acompanhamentos), Gyutan yaki (língua de boi assada em tiras finas), Karê raisu (arroz com curry), Sashimis e sushis incrivelmente variados (de frutos do mar que nunca imaginei que comeria, como enguia por exemplo), Karukan manju (doce feito com farinha de arroz, inhame ralado e claras em neve), Tonkotsu lámen (uma espécie de sopa com macarrão), Anchova grelhada com gohan (prato típico de café da manhã no Japão), Ichigo daifuku (bolinho de araruta com recheio de morango e feijão), Yakisoba e Gyoza (são pratos chineses, mas que o no Japão já estão em alta), Kaki no hazushi (sushi feito com peixe e arroz temperado, embrulhado em folha de caqui), Missoshiro (sopa feita à base de missô – massa de soja cozida), Nikomi udon (ensopado com udon e temperado com missô), Tai no mushi (peixe Pargo cozido no vapor), Nikuman (pão chinês), Houtou (esta é a “sopa dos samurais”, feita com macarrão tipo udon, abóbora japonesa, cenoura, inhame, cogumelo shiitake, cebolinha, pernil, hondashi, misso, kamaboko e temperos especiais), Sakura mochi (doce de feijão azuki com folhas de sakura) e muitoooooooooooooooooooo mais! (sério! Opção não era problema.)


Se eu for REALMENTE escrever tudo o que tem no festival, não só na questão alimentícia, com certeza este post ficaria bem maior do que já está (e olha que acabei escrevendo uma bíblia aqui!).


Portanto, para quem se interessou ou curte conhecer novas culturas, sugiro que tentem ir ao evento do ano que vem. Aproveitem, pois a experiência é deliciosa e singular! (dica: vá com meias limpas e sem furos! Hahahahaha...)

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